Exercício físico no combate ao câncer: benefícios comprovados pela ciência

Descubra como a prática regular de exercícios físicos ajuda na prevenção e tratamento do câncer. Veja benefícios comprovados pela ciência e recomendações seguras.

SAÚDE

eu mesmo

8/29/20254 min read

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O câncer é uma das doenças mais temidas em todo o mundo, responsável por milhões de novos casos e mortes todos os anos. Mas, apesar de ser uma condição complexa, a ciência já demonstrou que alguns hábitos de vida podem reduzir significativamente os riscos da doença — e um deles é a prática regular de exercícios físicos.

Hoje, a relação entre atividade física e câncer não é apenas uma hipótese: existem evidências científicas sólidas mostrando que o exercício pode ajudar na prevenção, no tratamento e até na recuperação de pacientes oncológicos.

Neste artigo, vamos explorar o que a ciência já sabe sobre o tema, quais tipos de exercícios são recomendados, e como a prática pode ser um aliado poderoso contra o câncer.

📊 Câncer em números

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer é a segunda principal causa de morte no mundo, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares. Estima-se que, até 2040, o número de casos cresça mais de 50% devido ao envelhecimento da população e ao estilo de vida moderno.

No Brasil, dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que mais de 700 mil novos casos são diagnosticados por ano. Os tipos mais comuns são:

  • Câncer de pele não melanoma

  • Câncer de mama

  • Câncer de próstata

  • Câncer de cólon e reto

  • Câncer de pulmão

Apesar dos números assustadores, a boa notícia é que cerca de 30% a 50% dos casos poderiam ser prevenidos com mudanças de hábitos, incluindo alimentação saudável, controle do peso, redução do consumo de álcool e tabaco e prática regular de atividade física.

⚡ Como o exercício físico ajuda a prevenir o câncer

A prática regular de exercícios físicos age em diferentes mecanismos do corpo que estão diretamente relacionados ao surgimento e progressão do câncer. Entre os principais benefícios comprovados pela ciência estão:

1. Controle do peso corporal

O excesso de gordura é fator de risco para vários tipos de câncer, como mama, cólon, esôfago e fígado. Exercícios ajudam a manter o peso saudável, reduzindo inflamações crônicas e alterações hormonais ligadas ao tumor.

2. Redução da inflamação crônica

O câncer está associado a estados inflamatórios persistentes no corpo. Atividades físicas moderadas reduzem os marcadores inflamatórios, protegendo o organismo.

3. Melhora do sistema imunológico

O exercício fortalece o sistema imunológico, ajudando o corpo a identificar e destruir células anormais que poderiam se transformar em tumores.

4. Regulação hormonal

Excesso de estrogênio, insulina e fatores de crescimento podem favorecer o desenvolvimento de câncer. A atividade física ajuda a equilibrar esses hormônios.

👉 Estudos publicados no Journal of Clinical Oncology mostram que mulheres com câncer de mama que praticam 150 minutos de atividade física por semana têm risco até 40% menor de recidiva da doença.

💪 Exercícios durante o tratamento de câncer

Por muito tempo, acreditava-se que pacientes em tratamento contra o câncer deveriam descansar o máximo possível. Hoje, essa visão mudou radicalmente.

O American College of Sports Medicine e a American Cancer Society recomendam a prática de exercícios, adaptados à condição clínica, para reduzir os efeitos colaterais do tratamento e melhorar a qualidade de vida.

Benefícios observados em pacientes oncológicos que se exercitam:

  • Redução da fadiga (um dos sintomas mais comuns da quimioterapia)

  • Melhora da força muscular

  • Aumento da capacidade cardiorrespiratória

  • Redução da ansiedade e depressão

  • Melhor qualidade do sono

  • Maior tolerância ao tratamento

👉 Um estudo da Harvard Medical School acompanhou pacientes em quimioterapia e mostrou que os que se exercitavam regularmente apresentavam melhor resposta ao tratamento e menores taxas de complicações.

🏋️‍♂️ Quais exercícios são indicados para quem tem câncer?

Não existe um único tipo de atividade recomendada para todos. A escolha deve considerar o tipo de câncer, estágio da doença, tratamento em andamento e condição física do paciente.

Em geral, as diretrizes sugerem uma combinação de:

  1. Exercícios aeróbicos (caminhada, bicicleta, natação, corrida leve)

    • Melhoram o condicionamento cardiovascular, reduzem inflamação e ajudam no controle de peso.

  2. Exercícios de força (musculação, elásticos, pilates)

    • Mantêm a massa muscular, fortalecem ossos e melhoram a postura.

  3. Alongamento e exercícios de flexibilidade (yoga, pilates, alongamentos)

    • Ajudam na mobilidade, relaxamento e controle do estresse.

⚠️ Importante: todo exercício deve ser acompanhado por profissionais capacitados (médico, fisioterapeuta ou educador físico) para garantir segurança.

🌱 Exercício também é prevenção para familiares

Não são apenas os pacientes que se beneficiam. Estudos mostram que familiares e cuidadores que mantêm uma rotina de exercícios também apresentam menos sintomas de estresse e depressão.

Além disso, como existe predisposição genética em alguns tipos de câncer (mama, intestino, próstata), ter hábitos saudáveis pode reduzir os riscos entre familiares de primeiro grau.

🚨 Quando não praticar exercícios

Existem situações em que o exercício deve ser evitado ou feito com extrema cautela:

  • Durante episódios de febre, anemia grave ou baixa imunidade (neutropenia)

  • Em caso de dores fortes, tonturas ou falta de ar intensa

  • Em fases de cirurgias recentes, até liberação médica

Nesses casos, o ideal é conversar com o oncologista antes de retomar qualquer atividade.

✅ Conclusão

O exercício físico é uma das armas mais poderosas contra o câncer. Ele não substitui o tratamento médico, mas atua como um aliado na prevenção, no controle e na recuperação.

Adotar uma rotina de 150 minutos de exercícios moderados por semana, combinando atividades aeróbicas, de força e alongamento, pode transformar não apenas a saúde física, mas também a mental e emocional.

A ciência é clara: mover o corpo é um passo essencial para reduzir os riscos e melhorar a qualidade de vida, mesmo diante de uma doença tão desafiadora como o câncer.